O cuidado e a prevenção são as melhores formas de se manter saudável.
Saiba mais sobre as principais doenças que  ocorrem.
Leia com atenção, fique atento aos sintomas e tire suas dúvidas.

 

 

Doenças Oculares

Blefarite

O que é?

A blefarite é uma inflamação comum e persistente das pálpebras. Produz sintomas tais como irritação, prurido e, em alguns casos, olho vermelho.

Esta condição afeta frequentemente as pessoas que tem tendência a apresentar pele oleosa, seborréia (caspa) e secura ocular. A blefarite pode começar na infância, causando granulação nas pálpebras e continuar por toda a vida como uma afecção crônica, ou iniciar mais tardiamente na vida.

Quais os sintomas?

Na blefarite, as pálpebras superiores e inferiores estão recobertas por detritos oleosos e bactérias em torno da base nos cílios. O paciente refere irritação ocular e em certos casos, inflamação do olho. A limpeza regular e completa da borda palpebral contribui para o controle da blefarite.
A irritação resultante, às vezes associada com a atividade excessiva das glândulas sebáceas vizinhas, produz escamas parecidas com caspa e partículas que se formam ao longo dos cílios e pálpebras.

Quais são as causas?

A superfície da pele normal contém bactérias e, em certas pessoas, tais bactérias estão presentes na pele da base dos cílios. A irritação resultante produz escamas parecidas com caspa e partículas que se formam ao longo dos cílios e pálpebras.

Em algumas ocasiões, as escamas ou as bactérias produzem somente irritação e prurido leve, porém em outras podem causar ardência e sensação de areia nos olhos. A blefarite pode conduzir a complicações mais graves, como inflamação dos tecidos oculares, em especial a córnea, levando a uma ceratite.

Como se trata a blefarite?

A blefarite pode não ser curável, porém é possível controlá-la mediante algumas medidas diárias:

  • Pelo menos duas vezes ao dia, aplique compressas mornas sobre as pálpebras fechadas durante dois a três minutos. Este procedimento descola as escamas e detritos, além de solubilizar as secreções oleosas das glândulas sebáceas tarsais, prevenindo assim o aparecimento de calázio, que é um tipo de inflamação da glândula sebácea palpebral.
  • Utilizando a ponta do seu dedo envolta em um pano fino ou uma haste de algodão (cotonete), esfregue com delicadeza a base dos cílios aproximadamente 15 segundos em cada pálpebra.
  • Se o médico prescreveu pomada com antibiótico, aplique uma pequena quantidade na base dos cílios, preferencialmente na hora de dormir.

Estas simples medidas higiênicas diárias reduzirão ao mínimo a necessidade de medicações adicionais que alguns pacientes requerem para controlar seus sintomas:

Lágrimas artificiais. Deve ser aplicada para aliviar os sintomas de olho seco.

Corticoesteróides oculares. Podem ser utilizadas por um breve período de tempo para reduzir a inflamação.

Pomada com antibiótico ou comprimidos antibióticos. Podem ser empregados para reduzir a quantidade de bactérias nas pálpebras.

Na blefarite, as pálpebras superiores e inferiores estão recobertas por detritos oleosos e bactérias em torno da base nos cílios. O paciente refere irritação ocular e em certos casos, inflamação do olho. A limpeza regular e completa da borda palpebral contribui para o controle da blefarite.
As enfermidades do olho podem manifestar-se a qualquer idade. Muitas delas não causam sintomas até que tenham produzido lesão. Por isso exames médicos realizados regularmente por um oftalmologista são muito importantes, já que muitos casos de cegueira são preveníveis quando são diagnosticadas e tratadas a tempo.

Calázio

O que é?

Calázio é uma tumefação da pálpebra causada pela inflamação (granulomatosa crônica) de uma das glândulas que produzem material sebáceo (glândulas de Meibomius) localizadas nas pálpebras superior e inferior.

O calázio às vezes é confundido com um hordéolo, ou também chamado terçol, que também aparece como uma tumefação na pálpebra. O hordéolo é uma infecção de um folículo ciliar que causa um nódulo avermelhado e doloroso na borda palpebral.

O calázio é uma reação inflamatória ante uma obstrução da secreção sebácea pela glândula. Não é causada pela presença de bactérias, todavia a área afetada pode se tornar infectada por bactérias.

Quais os sintomas?

O calázio tende a desenvolver-se mais comumente nas bordas palpebrais e tende a “apontar” para o interior da pálpebra.
Em alguns casos o calázio pode causar uma inflamação aguda de toda a pálpebra, porém tem um ponto doloroso definido.

Quais são as causas?

Causada pela inflamação de uma das glândulas que produzem material sebáceo (glândulas de Meibomius) localizadas nas pálpebras superior e inferior.

Mesmo após o tratamento algumas pessoas têm propensão a apresentar recorrências do calázio. Se um calázio reaparece no mesmo lugar seu oftalmologista poderá requisitar uma biópsia para descartar problemas mais graves.

Como se trata o calázio?

Quando o calázio é pequeno e não causa sintomas, pode desaparecer espontaneamente, mas se é grande pode causar borramento da visão.
O tratamento do calázio é feito por um dos métodos citados abaixo, ou por uma combinação destes.

  • Compressas mornas: deve ser aplicada sobre a pálpebra fechada, com um pano limpo umedecido em água morna, durante 5 a 10 minutos, por 3 ou 4 vezes ao dia. Em geral o calázio desaparece dentro de algumas semanas. Em alguns casos, pode-se associar pomadas antibióticas.
  • Injeção de esteróides: estas podem ser eficazes quando persiste um nódulo pequeno após a realização das compressas mornas.
  • Excisão cirúrgica: um calázio de grande tamanho o qual não respondeu a outros tratamentos pode ser removido cirurgicamente uma vez que a inflamação inicial já tenha diminuído.

As enfermidades do olho podem manifestar-se a qualquer idade. Muitas delas não causam sintomas até que tenham produzido lesão. Por isso exames médicos realizados regularmente por um oftalmologista são muito importantes, já que muitos casos de cegueira são preveníveis quando são diagnosticadas e tratadas a tempo.

Catarata

Catarata é o processo de envelhecimento do cristalino, espécie de lente clara e transparente situada dentro do olho, por onde penetram os feixes de luz que formam as imagens na retina. Este envelhecimento provoca a opacificação do cristalino, reduzindo a entrada da luz no olho, diminuindo gradativamente a visão. Seu nome popular “catarata” é uma alusão á sensação de se estar “vendo através de uma queda d’água”.

Sintomas

Um dos primeiros sintomas da catarata é a sensação de perda progressiva da qualidade visual. Em alguns momentos, a visão fica mais embaçada do que em outros e os objetos podem parecer amarelados ou distorcidos. Geralmente, as pessoas sentem necessidade de mais luz para enxergar melhor e, mesmo usando óculos, a visão continua embaçada. À medida que a doença evolui, pode ser percebida no centro da pupila, parte escura do olho, uma mancha branca ou amarelada. Apesar dos sintomas, é muito difícil para o leigo identificar a catarata em seu início. A detecção pode ser feita com consultas regulares ao oftalmologista. Geralmente a pessoa só começa a perceber em estágios mais avançados.

Causa

A catarata é a principal causa de cegueira reversível do mundo. Contribuem para surgimento:

  • Idade, a causa mais comum. Surgem com mais freqüência a partir dos 60 anos, porém pode aparecer em pessoas mais jovens, inclusive em crianças;
  • Traumas, gerados por algum tipo de acidente com o olho;
  • Efeitos colaterais de alguns medicamentos, quando utilizados por longo período;
  • Infecções, inclusive gestacionais;
  • Desordem metabólica, como diabetes;
  • Hereditariedade.

Tratamentos

O tratamento indicado para o portador de catarata é a micro cirurgia, que proporciona a recuperação da visão com a substituição do cristalino por uma pequena lente intra-ocular. A técnica cirúrgica mais utilizada atualmente e que proporciona os melhores resultados é a Facoemulsificação. O olho é anestesiado com colírios oferecendo maior conforto e a cirurgia é realizada através uma pequena incisão (2,5mm) no olho, por onde a catarata é triturada e aspirada ao mesmo tempo. O cristalino opacificado é substituído por uma lente intra ocular que pode ser mono focal (visão apenas para longe) e multifocal (visão para perto e para longe) e ficará permanente no olho. Essa substituição impedirá o retorno da catarata. Entre 17% a 20% dos casos, a lente intraocular pode tornar-se opaca, o que será resolvido com novas aplicações a laser.

Recuperação pós – operatória

Na maioria dos casos, os pacientes recuperam grande parte da visão logo após a cirurgia. A depender da profissão, a pessoa retorna ás suas atividades normais em um ou dois dias.
O tratamento pós-operatório é feito à base de colírios. Geralmente, não é necessário dar pontos ou colocar curativos. O intervalo mínimo para a realização da cirurgia no segundo olho é de uma semana.

Ceratocone

Ceratocone é o termo médico utilizado para denominar as alterações corneanas que resultam no afilamento e protusão da região central da córnea. O nome ceratocone teve origem na antiga Grécia: keratus significa córnea e konus, cone. O aumento da curvatura da córnea é um dos sinais mais evidentes da doença resultando sempre num astigmatismo irregular.

Apesar de existirem várias teorias sobre a causa do ceratocone, nenhuma é aceita como explicação definitiva. Dentre essas teorias, as mais aceitas são:

  • associação a doenças sistêmicas, como alergias e Síndrome de Down;
  • distúrbios genéticos, que levam à deterioração da camada central da córnea, o estroma;
  • trauma crônico, como coçar os olhos.

A hereditariedade não está comprovada como uma das causas do ceratocone. Geralmente os casos são bilaterais, isto é, nos dois olhos com estágios diferentes da doença em cada olho. Seu início, em geral, ocorre por volta de segunda década de vida, com tendência à evolução por um período incerto e depois sua estabilização.

Os principais sintomas do ceratocone são a redução da acuidade visual, fotofobia e irritação ocular. O diagnóstico definitivo é feito através de um exame oftalmológico chamado topografia corneana (ceratoscopia computadorizada). Em nossa clínica dispomos de equipamento que possibilita captar resultados adicionais mais detalhados da espessura corneana, obtenção do seu ponto mais fino, assim como as curvaturas anteriores e posteriores da córnea, (geralmente a superfície anterior da córnea é a única analisada nos topógrafos tradicionais).

Tratamento

Uma vez diagnosticado o ceratocone, o objetivo do tratamento é proporcionar uma boa qualidade visual ao paciente. O primeiro passo, nos casos mais leves, é a prescrição de óculos. Caso não tenha sido alcançada uma visão satisfatória, o próximo passo será a adaptação de lentes de contato, a maioria das vezes do tipo rígidas, pois geralmente estas conseguem neutralizar a irregularidade corneana e propiciar visão melhor do que os óculos. Para os casos não avançados, podem ser utilizadas as novas lentes de contato gelatinosas apropriadas para tratamento do ceratocone, úteis aos pacientes que não conseguem se adaptar às lentes de contato rígidas.

A cirurgia é indicada quando forem esgotadas todas as tentativas clínicas de correção visual, podendo, então, haver indicação do transplante de córnea ou do anel corneano. Ambas as cirurgias são realizadas com anestesia local.

O anel corneano é indicado nos casos em que a córnea do paciente não perdeu a sua transparência e consiste na colocação de um ou dois segmentos de anel no estroma (camada central da córnea), de modo que a tração exercida pela presença do anel seja responsável por um aplanamento da região central da córnea. O anel corneano pode ser removido ou trocado sempre que necessário.

O transplante de córnea está indicado em todos os casos em que não se consiga boa acuidade visual com as opções clínicas e, principalmente, quando já existir comprometimento da transparência da córnea. Um dos maiores contratempos dessa técnica é a demora existente para se conseguir uma córnea, o que explica a grande fila nos Bancos de Olhos.

Conjuntivite

A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva ocular, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. Em geral, ataca os dois olhos, pode durar de uma semana a quinze dias e não costuma deixar seqüelas.

Causas

A causa da conjuntivite pode ser infecciosa, alérgica ou tóxica.

A conjuntivite infecciosa é transmitida, mais freqüentemente, por vírus ou bactérias e pode ser contagiosa. O contágio se dá, nesse caso, pelo contato. Assim, estar em ambientes fechados com pessoas contaminadas, uso de objetos contaminados, contato direto com pessoas contaminadas ou até mesmo pela água da piscina são formas de se contrair a conjuntivite infecciosa. Quando ocorre uma epidemia de conjuntivite, pode-se dizer que é do tipo infecciosa.

A conjuntivite alérgica é aquela que ocorre em pessoas predispostas à alergias (como quem tem rinite ou bronquite, por exemplo) e geralmente ocorre nos dois olhos. Esse tipo de conjuntivite não é contagiosa, apesar de que pode começar em um olho e depois se apresentar no outro. Pode ter períodos de melhoras e reincidências, sendo importante a descoberta da causa da conjuntivite alérgica.

A conjuntivite tóxica é causada por contato direto à algum agente tóxico, que pode ser algum colírio medicamentoso ou alguns produtos de limpeza, fumaça de cigarro e poluentes industriais. Alguns outros irritantes capazes de causar conjuntivite tóxica são poluição do ar, sabão, sabonetes, spray, maquiagens, cloro e tintas para cabelo. A pessoa com conjuntivite tóxica deve se afastar do agente causador e lavar os olhos com água abundante. Se a causa for medicamentosa é necessário a suspensão do uso, sempre seguindo uma orientação médica.

Caracteriza-se por uma hiperemia dos vasos sangüíneos da conjuntiva, prurido, sensação de desconforto e por vezes dor.

Os principais sintomas da conjuntivite são:

  • Olhos vermelhos e lacrimejantes, devido à dilatação dos vasos sanguíneos locais;
  • Inchaço (edema) do olho ou pálpebra, devido ao acúmulo de líquido no local;
  • Sensação de areia ou de ciscos nos olhos;
  • Aumento do lacrimejamento com a presença de secreção purulenta;
  • Em alguns casos, febre e dor de garganta;
  • Olho afetado pela conjuntivite.

Para prevenir o contágio, tome as seguintes precauções:

  • Lavar as mãos frequentemente;
  • Evitar aglomerações ou frequentar piscinas de academias ou clubes e praias;
  • Lavar com frequência o rosto e as mãos uma vez que estas são veículos importantes para a transmissão de microrganismos patogénicos;
  • Não coçar os olhos;
  • Aumentar a frequência com que troca as toalhas do banheiro e sabonete ou use toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos;
  • Trocar as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a crise;
  • Não compartilhar o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza;
  • Evitar contato direto com outras pessoas;
  • Evitar pegar crianças pequenas no colo;
  • Não use lentes de contato durante esse período;
  • Evitar banhos de sol;
  • Limpeza do olho, pálpebras e das secreções produzidas (usar soro fisiológico esterilizado e compressas esterilizadas);
  • Normalmente e como forma de poder antecipar a possibilidade de inflamação bacteriana e viral, o uso de três colírios e uma pomada;
  • Muito importante, nunca tocar com a superfície das embalagens no olho ou pálpebra quando da aplicação, para evitar a contaminação das soluções (colírios e pomadas);
  • Para melhor poder diagnosticar a causa da conjuntivite, é de todo aconselhável a ida a um serviço de urgência oftalmológico, onde o médico poderá retirar uma amostra das secreções purulentas produzidas pelos olhos (zaragatoa) que será analisada a nível bacteriológico e viral na tentativa de descobrir qual o agente causador da conjuntivite.

No caso de ser descoberto o agente causador, o médico poderá prescrever um tratamento com antibiótico (em caso de bactérias) ou anti-viral (em caso de vírus), que será diferente consoante o tipo e o grau de resistência do agente que causa a doença;

  • Não tome medicamentos sem consultar o seu médico, o correcto tratamento de qualquer doença varia de pessoa para pessoa e consoante a doença.
Degeneração macular

O que é?

A mácula é a região da retina onde se obtém a melhor qualidade de visão para leitura, cores e pequenos detalhes. Quando a mácula perde sua função, há um “borramento” da vista ou distorção dos objetos e letras na região central, comumente chamada de Degeneração Macular.

Embora provoque baixa da visão central, não afeta a parte periférica e por isso não causa cegueira total. A Degeneração Macular relacionada à idade surge normalmente após os 55 anos, afetando principalmente as pessoas brancas.

Tipos:

Degeneração Macular Seca ou Atrófica – Também chamada de não exsudativa, é o tipo mais comum. Ocorre entre 70 e 80% dos casos. É causada pelo envelhecimento natural do tecido reti niano, que sofre uma disfunção gradativa provocando redução da visão central.

Degeneração Macular Úmida – Também conhecida como hemorrágica ou exsudativa, acontece entre 20 e 30% dos casos. É a forma mais agressiva, podendo ter um curso mais rápido e grave. É caracterizado pela formação de uma membrana por baixo da retina, com surgimento de vasos anômalos, que liberam líquidos e sangue, distorcendo a imagem e embaçando a visão.

Sintomas:

Nos estágios iniciais, os sintomas da doença são muito discretos e imperceptíveis. Às vezes, apenas um olho é atingido, podendo a visão do outro olho se preservar durante muito tempo.
Os sintomas mais comuns são:

  • Opacificação das cores
  • As palavras de um texto tornam-se borradas
  • Mancha escura ou embaçada no centro da visão
  • As linhas retas tornam-se distorcidas

Diagnóstico

O diagnóstico só é possível através de um exame chamado mapeamento da retina, realizado por um Oftalmologista.

Outros exames especiais, como angiografia retiniana e angiografia com indocianina verde ajudam no diagnóstico e no combate à evolução da doença. A degeneração macular ainda não tem cura total, mas em alguns casos, o tratamento impede a perda mais acentuada da visão.

Tratamento e Controle

A Degeneração Exsudativa pode ser tratada com uma cirurgia a laser que sela os vasos sanguíneos, impedindo o sangramento, desacelerando o avanço da doença e além do laser, hoje em dia é usado injeções de anti-angiogênicos como o Avastin e o Lucentis.

A Degeneração Seca pode ser controlada com o uso de remédios e vitaminas especiais, com propriedades antioxidantes, que impedem ou retardam a progressão da doença.

Em caso de cicatrização de qualquer tipo de Degeneração Macular, o uso de lentes especiais (visão subnormal) ajuda a melhorar a visão.

Cuidados e Prevenção

Por se tratar de uma doença degenerativa, cujos sintomas iniciais são geralmente imperceptíveis, a visita regular ao Oftalmologista é a principal maneira de preveni-la.

O uso dos óculos escuros é muito importante, uma vez que os raios ultravioletas, emitidos pelo sol, parecem ser um dos fatores preponderantes no desenvolvimento da doença.

Descolamento de Retina

Descolamento de retina é uma enfermidade do olho caracterizada pela separação das camadas foto-sensíveis, de suporte e nutrição da retina. Usualmente causada por trauma, ou por uma existência prévia de uma pequena ruptura por onde o fluido intra-ocular entra e força a separação das camadas, ou pela sucção exercida pelo fluido na parte foto-sensível da retina, o que é mais comum em pessoas idosas.

Sintomas

Acompanhada de vários sintomas como flashes de luzes, manchas escuras se movendo, e perda parcial de visão. As manchas escuras são conhecidas como moscas volantes. Sua percepção não determina o Descolamento de retina, o que realmente o determina é seu aumento desenfreado seguido do surgimento de pequenas manchas, em tom roxo, nas regiões periféricas da visão.

Tratamento

Se não tratada imediatamente geralmente leva a perda total da visão.
Um oftalmologista deve ser consultado o mais rápido possível. O tratamento pode incluir a utilização de laser, e várias técnicas cirúrgicas específicas

Laser

Nos casos muito iniciais podemos realizar apenas o bloqueio periférico pelo Laser. O Laser funciona como uma solda orgânica. Ele provoca queimaduras na retina e nos tecidos adjacentes que quando cicatrizam se aderem uns aos outros.

Pneumo-retinopexia

Os descolamentos em fase inicial podem ser tratados injetando-se uma bolha de gás que expulsa o líquido sub-retiniano e reaplica a retina. O tratamento é complementado com aplicações de Laser ou tratamento com o crio cautério.

Retinopexia (Cirurgia Convencional)

A técnica mais comum de operar o descolamento da retina é chamada de retinopexia com introflexão escleral. Fixamos ao redor do olho, sob os músculos, uma estrutura de apoio (chamada cientificamente de órtese), feita de silicone sólido (se assemelha a um pneu) para calçar a retina e criamos uma forte adesão usando o crio cautério.

Vitrectomia

As cirurgias de vitrectomia estão reservadas para os casos mais difíceis. Fazemos três pequenas incisões no olho para trabalhar dentro do olho com micro-instrumentos.
Quando realizamos a vitrectomia podemos precisar da ajuda de um líquido pesado para expulsar o líquido sub-retiniano, o perfluoroctano. Às vezes é necessário preencher o olho com óleo de silicone ou gases de longa permanência (SF6 ou C3F8) para manter a retina colada. O gás intra-ocular – e também o óleo de silicone – tendem a flutuar dentro do olho. Usamos essa característica física dos elementos para empurrar a retina para o seu lugar. Após a cirurgia o médico indicará qual a melhor posição de cabeça para obtermos o maior contato das bolhas de gás, ou óleo, com os defeitos da retina. Os gases são absorvidos naturalmente. O óleo de silicone poderá exigir a sua remoção cirúrgica.

Prognóstico

Com as modernas técnicas de cirurgia conseguimos reaplicar a retina em quase 90% dos casos. Às vezes são necessárias várias cirurgias. Os primeiros 40 dias são cruciais. Siga rigorosamente a orientação do seu médico. O repouso e manutenção das posições de cabeça indicada fazem parte do tratamento. Mesmo com o pronto tratamento e retorno da retina a sua posição, costuma haver perda, ao menos parcial, da visão do olho afetado. O pronto atendimento favorece a melhor recuperação.

Anestesia

Anestesia é local. o paciente é levemente sedado, para que fique tranqüilo e colabore durante o procedimento.

Erros de refração

O que são erros de refração ocular?

A refração é um fenômeno que ocorre quando o feixe de luz, vindo do ambiente externo, atravessa todo o globo ocular para formar a visão na retina, situada no fundo do olho. A incidência da luz na retina é que permite a formação das imagens. Quando os feixes de luz sofrem algum desvio, provocado pelo formato do olho e não chegam bem focados na retina é o que dá origem aos chamados “erros de refração”, caracterizados pela falta de nitidez da visão.

1- Miopia (visão curta)

A miopia ou vista curta, como é conhecida, ocorre quando o globo ocular é muito comprido, fazendo com que os raios de luz sejam focados antes da retina. É por isso que os míopes enxergam bem de perto e sentem dificuldade para distinguir as imagens distantes.

2- Hipermetropia (vista longa)

A hipermetropia ou vista longa é o oposto da miopia. O globo ocular é menor que o normal e os raios de luz são focados depois da retina. É por isso que o hipermétrope tem dificuldade em ver de perto e consegue enxergar melhor as imagens distantes. Os hipermétropes com grau muito elevado, ou que têm acima de 40 anos de idade, também podem apresentar dificuldade para enxergar de longe.

3- Astigmatismo (visão distorcida)

QUAIS OS SINTOMAS?

Os sintomas dos erros refrativos vão desde o desconforto visual, em casos mais leves, a borramentos e severas distorções, podendo ocasionar lacrimejamento, náuseas, dores de cabeça ou irritabilidade.

COMO É FEITO O TRATAMENTO?

A maioria dos erros refrativos pode ser compensada pelo uso de óculos e de lentes de contato, que eliminam os sintomas, porém não curam.Uma alternativa para o tratamento definitivo da miopia, astigmatismo e hipermetropia é a Cirurgia Refrativa com Excimer Laser, também conhecida como LASIK, que tem proporcionado resultados com elevados índices de sucesso e satisfação.

Lasik

É a técnica cirúrgica a laser mais utilizada atualmente, devido à segurança e rapidez na recuperação, com alta imediata e menor desconforto pós-operatório.

O processo cirúrgico é de alta precisão, consistindo em remover o disco da superfície externa da córnea, anestesiada com colírio, recolocando-o na posição original depois de corrigir as deformações com a aplicação do raio laser na parte interna do olho.

A depender da capacidade de cicatrização do olho de cada pessoa, o operado pode sentir a visão um pouco turva ou ter dificuldades para enxergar de perto durante algumas semanas. As complicações são raras e só eventualmente há necessidade de alguma aplicação posterior.

Ladarvision

Sistema de Excimer Laser utilizado na correção de graus variados de miopia, astigmatismo e hipermetropia. Através do seu rastreador ocular a laser controlado por radar é capaz de medir com precisão as distorções óticas da visão humana.

O tratamento cirúrgico é personalizado, de acordo com as características individuais de cada olho.

Ladarwave

Equipamento acoplado ao Ladarvision gera um mapa tridimensional representando as distorções visuais específicas de cada olho, incluindo disfunções de alto grau. O mapa serve de guia para o Laser, informando pontos exatos onde modelar à córnea, personalizando a cirurgia.

Condições para a cirurgia

O candidato à cirurgia refrativa deve ter uma refração estável, olho sadio e mais de 18 anos de idade. Alguns problemas de saúde podem desaconselhar o ato cirúrgico. A cirurgia é indicada para graus baixos e elevados, com precisão nos resultados.

ATENÇÃO: Antes de decidir submeter-se a qualquer processo cirúrgico, o candidato deve conversar com o Oftalmologista e tirar todas as dúvidas. É importante que esteja seguro e ciente de todos os benefícios e possíveis riscos do tratamento.

Estrabismo

O que é?

Também denominado de olho torto, vesguice ou desvio, o estrabismo é a alteração ocular onde os olhos estão desalinhados e olhando para direções diferentes.

O desalinhamento pode ser constante ou aparecer em determinados momentos. Um dos olhos pode estar na posição correta, enquanto o outro pode estar desviado para dentro, para fora, para cima ou para baixo.

O estrabismo é uma alteração mais comum em crianças, na proporção de 4%, mas pode ocorrer também em adultos. Afeta de maneira semelhante tanto o sexo masculino como o feminino, sendo em alguns casos de caráter familiar.

A Visão e o Cérebro

Quando os dois olhos estão alinhados corretamente, dizemos que a pessoa tem visão binocular. Nessa condição os olhos estão direcionados para um mesmo objeto.

A porção visual do cérebro funde as duas imagens numa única imagem tridimensional. Quando um dos olhos desvia, como no estrabismo, duas imagens diferentes estão sendo enviadas ao cérebro.

Numa criança o cérebro aprende a ignorar a imagem vinda do olho desalinhado e utiliza somente a imagem vinda do olho na posição correta ou com melhor nitidez. Isso acarreta a perda da visão binocular e da noção de profundidade.

O adulto que desenvolve estrabismo geralmente tem visão dupla, pois o cérebro já aprendeu a receber imagens dos dois olhos e não consegue desprezar a imagem do olho desviado. Cada olho focaliza uma imagem diferente.

Causas

É causado por defeito nos músculos responsáveis pela movimentação dos olhos. Esse defeito ainda não tem uma causa conhecida, mas sabe-se que está relacionado com distúrbios neurológicos causados por doenças ou acidentes que alteram o funcionamento dos músculos oculares.

Cada olho focaliza uma imagem diferente, e quando essas duas imagens são levadas para análise, o cérebro tem dificuldade de juntá-las causando um problema chamado ambliopia. Também chamado de olho preguiçoso, a ambliopia é a falta de desenvolvimento da visão nos primeiros sete anos de vida.

O cérebro reconhece a imagem do melhor olho e ignora a imagem do olho fraco ou amblíope. Isso ocorre em aproximadamente 50% das crianças que têm estrabismo.

A ambliopia pode ser tratada com a oclusão do olho bom com o intuito de estimular a visão do olho fraco. Se a ambliopia é detectada nos primeiros anos de vida, geralmente o tratamento tem sucesso. Se o seu tratamento inicia-se tardiamente, geralmente torna-se permanente. Quanto mais precoce é o tratamento da ambliopia, melhor é o resultado.

Outras causas de ambliopia:
Anisometropia (graus muito diferentes entre os olhos), Ptose de pálpebra ou qualquer processo que atrapalhe a visão de um dos olhos nos primeiros anos de vida.

Sinais e sintomas

O primeiro sinal é que um dos olhos não está alinhado. A criança deve ser examinada pelo pediatra ou pelo oftalmologista logo nos primeiros anos de vida e na pré-escola para detectar eventuais problemas oftalmológicos.

Isso é particularmente importante se algum parente tem estrabismo ou ambliopia. Além do sintoma do desalinhamento, a criança também pode apresentar dificuldade à luz do sol ou adotar uma posição inclinada da cabeça, na tentativa de usar os dois olhos ao mesmo tempo.
Somente o oftalmologista pode distinguir se o estrabismo é falso ou verdadeiro.

Crianças pequenas podem apresentar uma base do nariz mais larga e uma prega de pele no canto interno da pálpebra, dando a falsa impressão de estrabismo. Já nos adultos, os sintomas são mais acentuados e geralmente se apresentam com queixa de visão dupla.

Tratamento

O ideal é que seja feito até os sete anos de idade, quando o desenvolvimento da visão ainda não está consolidado.
Os objetivos do tratamento do estrabismo são:

  • Preservar a visão;
  • Manter os olhos alinhados;
  • Restaurar a visão binocular.

Dependendo da causa do estrabismo, o tratamento pode envolver:

  • Prescrição de óculos;
  • Tratamento ortóptico;
  • Cirurgia dos músculos que fazem a movimentação do globo ocular;
  • Outros tipos de cirurgia.

Após uma completa avaliação ocular, o oftalmologista poderá recomendar o tratamento mais adequado.

Quando necessária, a cirurgia é feita nos músculos responsáveis pela movimentação do globo ocular. Nesse procedimento, o olho não é retirado da órbita. Pequenas incisões são feitas para se ter acesso a esses músculos. Dependendo da intensidade do desvio, pode se operar um ou os dois olhos. Em crianças, utiliza-se a anestesia geral.

A anestesia local ou mesmo tópica (somente com colírios anestésicos) pode ser empregada em adultos. Casos mais complexos podem necessitar de duas ou mais cirurgias para se obter um bom resultado. A cirurgia precoce, em crianças, normalmente tem uma indicação médica e não estética, pois ela permite o desenvolvimento normal da visão em ambos os olhos, bem como a binocularidade.

À medida que a criança cresce as chances para se obter uma boa visão e a binocularidade diminuem. Como toda cirurgia, esse procedimento envolve riscos, mas felizmente são bastante raros.

A esotropia

É o desvio dos olhos para dentro, sendo o tipo mais comum nas crianças. As crianças menores com esotropia, não usam os seus olhos em conjunto. Na maioria dos casos, a cirurgia precoce para o alinhamento dos olhos é necessária para se obter a visão binocular e prevenir a ambliopia.

A esotropia acomodativa ocorre em crianças com alta hipermetropia, geralmente após o segundo ano de vida. Nesse tipo, o esforço para compensar o grau da hipermetropia estimula a convergência dos olhos. A utilização de óculos reduz esse esforço corrigindo o desvio. A utilização de lentes bifocais pode ser necessária para essa correção.

A exotropia é o desvio dos olhos para fora. Em geral, ocorre quando a criança está olhando para longe. Pode aparecer de modo intermitente, principalmente quando a criança está sonolenta, cansada ou doente.

Sinais e Sintomas

O primeiro sinal é que um dos olhos não está alinhado. A criança deve ser examinada pelo pediatra ou pelo oftalmologista logo nos primeiros anos de vida e na pré-escola para detectar eventuais problemas oftalmológicos. Isso é particularmente importante se algum parente tem estrabismo ou ambliopia.

Além do sintoma do desalinhamento, a criança também pode apresentar dificuldade à luz do sol ou adotar uma posição inclinada da cabeça, na tentativa de usar os dois olhos ao mesmo tempo.

Glaucoma

Glaucoma é uma doença provocada pelo aumento da pressão no olho devido a uma resistência aumentada nos canais de drenagem (malha trabecular). É uma doença não contagiosa de características hereditárias e irreversíveis. Quando detectado no início, pode ser controlado sem maiores danos, mas se for ignorado pode causar cegueira total.

Causas

Qualquer pessoa pode adquirir o glaucoma, no entanto algumas características genéticas aumentam essa chance. Por isso, pessoas acima de 40 anos, portadores de diabetes, hipertensão arterial, miopia ou outras doenças oculares, pessoas com casos de glaucoma na família, negras e asiáticas têm maiores chances de apresentar a doença.

Como age o glaucoma

Dentro do olho, circula o humor aquoso, um líquido responsável pela lubrificação e nutrição da sua estrutura. No olho saudável, a quantidade de líquido produzida é drenada, formando uma pressão intraocular normal. Quando a drenagem é insuficiente ou quando a produção do líquido é excessiva, ocorre o aumento da pressão interna do olho, que pode causar danos irreversíveis ao nervo óptico. Nesse processo, acontece a redução gradativa da visão, sem que a pessoa perceba.

Tipos

Glaucoma Primário de Ângulo Aberto – O aumento da pressão interna vai destruindo as células do nervo óptico, provocando o surgimento de “pontos cegos”. O tratamento evitará o aumento desses pontos, mas eles não serão recuperados porque as células já estarão mortas. Esse é o tipo mais comum e atinge 80% dos casos.

Glaucoma de Ângulo Fechado – É um dos tipos mais perigosos. A pressão ocular aumenta subitamente e em pouco tempo pode causar cegueira. Assim como nos outros tipos de glaucoma, essa cegueira é irreversível. Visão embaçada, dor ocular intensa, percepção de halos coloridos em volta das luzes, náusea e vômito são sintomas freqüentes que indicam a necessidade imediata de um exame oftalmológico.

Glaucoma de Pressão Normal – O nervo óptico é lesado em pessoas com pressão intraocular normal. Esse tipo de glaucoma também não apresenta fortes sintomas. Na maioria dos casos, a doença progride dos campos laterais para o centro e o paciente não percebe.

Glaucoma Congênito – Desde o nascimento, a drenagem ocular já é deficiente. Nesse caso, a córnea da criança costuma ser opaca e maior que o normal. A criança costuma ficar com a visão embaçada, sensível à luz e chora em excesso. Esse glaucoma é um tipo raro e pode ser diagnosticado pelo pediatra nos primeiros dias após o parto.

Sintomas

Normalmente, o glaucoma não causa dor e raramente nota-se a perda progressiva da visão, pois ela se dá da periferia para o centro. Em alguns casos, pode ocorrer visão embaçada. Como os sintomas são dificilmente perceptíveis, a única maneira de se diagnosticar é através de consultas regulares ao oftalmologista.

Diagnóstico

Existem diferentes exames que podem auxiliar na identificação do glaucoma:

  • Tonometria: mede a pressão intraocular através de um jato de ar ou de um prisma plástico.
  • Oftalmoscopia: permite a observação e análise do nervo óptico.
  • Gonioscopia: Permite a observação e análise do ângulo da câmara anterior do olho.
  • Campimetria: Exame computadorizado que analisa os danos causados ao nervo óptico responsável pelo campo visual.
  • GDX (analisador de fibras nervosas a laser) – Exame computadorizada que permite a avaliação da camada de fibras nervosas, primeira estrutura lesada do glaucoma.
  • OCT (tomógrafo de coerência óptica) – Exame computadorizado que permite avaliar as diversas camadas da retina, detectando alterações precoces no glaucoma.
  • Paquimetria – Avalia a espessura corneana, um dado importante no controle da Pressão Intra Ocular.

Tratamento

Pela natureza irreversível da doença, o tratamento do glaucoma não promove o retorno da visão. Apenas proporciona o controle da pressão interna do olho, evitando danos maiores e o avanço da doença. Logo que diagnosticado, o glaucoma deve ser tratado, impedindo o seu desenvolvimento.

Os métodos mais utilizados de controle do glaucoma

  • Colírios: 80% dos tipos de glaucoma respondem bem ao tratamento a base de colírios.
  • Cirurgias a Laser: São abertos novos canais de drenagem, diminuindo a pressão interna do olho.
  • Cirurgia Filtrante: Utilizada apenas em último caso, é aberto cirurgicamente um novo e pequeno canal através da trabeculectomia ou introdução de um tubo de drenagem intraocular.
Olhinhos lacrimejantes

Muitas vezes às mães notam os olhinhos dos recém-nascidos muito lacrimejantes, as lágrimas escorrem pelo rostinho, mesmo sem choro.

O que fazer?

Questiona a mãe, principalmente no caso do primeiro filho. É bom que se saiba que o fato não é nenhum “bicho de sete cabeças” e nem é preciso entrar em desespero. Mesmo porque, depois podem surgir conjuntivites repetitivas, com secreções e “ramelinhas” nos cantos internos dos olhos, pode ser apenas em um olho ou em ambos.

Geralmente isto tudo é conseqüência da obstrução da porção distal do conduto naso-lacrimal. Essa obstrução é decorrência da persistência de uma membrana. Ela está presente apenas no período intra-uterino, a qual se situa entre o canal lacrimal e sua saída n o interior do nariz, porém pode permanecer após o nascimento, pois sabemos que há relação deste “probleminha” com a sucção do primeiro choro.

Isto é que causa o lacrimejamento e prováveis infecções do canal lacrimal. O tratamento primeiramente é iniciado com massagens na região, realizadas pela mãe. Esta massagem consiste em se colocar o indicador sobre os pontos lacrimais, para bloquear a saída de qualquer material através do ponto lacrimal, descendo o dedo para baixo, deslizando-o sobre a asa do nariz, para causar aumento da pressão hidrostática dentro do saco lacrimal e causar a desobstrução.

Quando houver secreção, infecção, colírios antibióticos têm a sua indicação.

Quando o problema persistir por mais de 30 a 45 dias, procure o seu oftalmologista.

Sempre tentamos ser mais conservadores, temos de ser médicos e pais para conduzir os casos, sempre em conjunto com as mães.

Olho seco

O que é olho seco?

A Síndrome do Olho Seco é um dos problemas mais comuns tratados por oftalmologistas. Olho seco é um termo usado para descrever um grupo de diferentes doenças e condições que resultam da umidade e lubrificação inadequada do olho. É causada, geralmente, pela má qualidade da película que lubrifica os olhos. Apesar de milhões de pessoas sofrerem de olho seco, normalmente é difícil de ser diagnosticado por ser facilmente confundido com outras condições, como infecções ou alergias oculares.

Qual a função das lágrimas?

O filme lacrimal é composto de três camadas. A camada mais externa, ou lipídica, previne a evaporação. A camada do meio, chamada de aquosa, é responsável pela nutrição e oxigenação da córnea e a camada de mucina que umidifica o epitélio corneano. Além de lubrificar os olhos, as lágrimas são produzidas também como uma resposta reflexa aos estímulos exteriores (ferimento, emoção, etc.).

O que causa o olho seco?

O ambiente. Clima seco, com vento e ensolarado, fumaça de cigarro, a poluição, lugares fechados, calefação, ar condicionado e monitores de computador podem aumentar a evaporação e causar olho seco.

Medicamentos. Descongestionantes e antihistamínicos, tranqüilizantes, antidepressivos e pílulas para dormir, diuréticos, pílulas anticoncepcionais, alguns anestésicos, medicamentos para tratamento da hipertensão arterial (betabloqueadores) e para transtornos digestivos (anticolinérgico).

Doenças Sistêmicas. Artrite, lúpus, sarcoidose, Síndrome de Sjögren, alergias e doenças da pele e Parkinson.

Lentes de Contato. O uso pode agravar ou provocar o olho seco.

Idade. Como regra geral, com a idade a produção de lágrimas diminui. Aos 65 anos, por exemplo, se produz 60% menos lágrimas que aos 18 anos. As mulheres freqüentemente têm problemas de olhos secos quando estão na menopausa por causa das mudanças hormonais.

Sintomas

  • Coceira
  • Queimação
  • Irritação
  • Olhos vermelhos
  • Visão borrada que melhora com o pisar
  • Lacrimejamento excessivo
  • Desconforto após ver televisão, ler ou trabalhar em computador

Como diagnosticar?

Há diversos métodos para diagnosticar olhos secos. O oftalmologista deve medir a produção, a taxa de evaporação e a qualidade das lágrimas, com testes específicos.

O teste de Shirmer é o mais utilizado para o diagnóstico de olho seco. O teste consiste na colocação de uma tira de papel de filtro de 35x5mm, com os primeiros 5mm dobrados no fundo de saco conjuntival inferior. Após 5 minutos, mede-se a quantidade de umedecimento da tira de papel. Valores superiores a 15mm são considerados normais.

Tratamento

O tratamento é essencialmente sintomático. São 3 estágios de tratamento para o olho seco:

  • Substituição da lágrima
  • Estimulação da produção da lágrima
  • Conservação da lágrima

Substituição da lágrima: lágrimas artificiais. Existem as viscosas para quadros mais secos e as aquosas.
Conservação da lágrima: a oclusão dos pontos lacrimais pode ser feita com plugs provisórios ou permanentes de silicone dentro dos ductos lacrimais. Os plugs podem ser introduzidos no olho manualmente pelo médico sem que o paciente sinta dores.
Estimulação da produção de lágrimas: alguns estudos estão sendo realizados para avaliar a importância da chamada “dieta no tratamento do olho seco”. A dieta consiste na maior ingestão do ácido graxo essencial Ômega 3. A dieta deve ser rica em vitamina E, vitamina A e suplementos com Ômega 3 (nozes, sementes de linhaça e verduras), e também evitar carboidratos, gorduras e carne de vaca.

Você sofre de olho seco?

Faça este simples e novo TESTE DE OLHO SECO para descobrir.
Você já teve alguns dos sintomas oculares abaixo?

  • Sensação de queimação
  • Sensação de ardência
  • Coceira ou sensação de corpo estranho e areia nos olhos
  • Riscamento
  • Fotofobia
  • Sensação de mucos nos olhos (purulência)

Se você respondeu SIM para um ou mais dos sintomas acima, você pode ter olho seco. É importante conversar com seu oftalmologista sobre opções para tratamento do olho seco.

Perguntas & Respostas

Paciente com olho seco pode usar lentes de contato?

O paciente pode usar lentes de contato, mas deve evitar as lentes de alta hidratação, ou seja, as que retiram muco. É importante a utilização de lubrificantes próprios para uso de lentes de contato. Deve-se ter cuidado quanto à limpeza, desproteinização e troca das lentes, além de evitar dormir com as lentes. A visita ao oftalmologista deve ser mais freqüente.

Como trabalhar no computador?

Para não ter sintomas ao utilizar o computador ou dedicar-se à leitura por tempo prolong ado é necessário piscar. Se o paciente acostumar-se a piscar enquanto trabalha, sentir-se-á melhor. Alternativa é posicionar o monitor numa posição abaixo do nível dos olhos e ter sempre uma vasilha com água próxima ao computador para umidificar o ambiente.

Paciente com olho seco pode ser submetido à cirurgia refrativa (miopia, astigmatismo, hipermetropia)?

As cirurgias refrativas utilizadas atualmente induzem a um olho seco temporário. A indicação da cirurgia para o paciente com olho seco prévio vai depender da intensidade do quadro, do tratamento que está sendo realizado e principalmente da causa do olho seco. Se a causa de olho seco é Síndrome de Sjögren, seja primária ou secundária, a cirurgia está contra-indicada. Caso seja um processo ocular já curado, desde que o quadro esteja controlado com instilação de colírios, a cirurgia poderá ser realizada com cuidados.

Paciente com olho seco pode ser submetido a transplante de córnea?

A lágrima é muito importante para a córnea permanecer normal. Ela é necessária para a córnea assim como a água é necessária para uma planta. Assim, sem água, é inútil plantar. Se o paciente apresenta olho seco severo, sem controle com todas as medidas, o transplante de córnea está contra indicado. Devemos lembrar que a medicina evolui a cada dia. É melhor ter o olho como “reserva” até se descobrir um tratamento melhor, do que perder com tentativas que já sabemos que são ineficientes.

Presbiopia

O que é Presbiopia?

A presbiopia é considerada como a última fronteira a ser conquistada pela oftalmologia.

De repente, mais que de repente, aparece uma crescente dificuldade para ler jornais, ver as horas no relógio ou ver a data de validade e os preços dos produtos no supermercado. E você não está só. Por volta dos 40 anos, é normal que todas as pessoas comecem a perder a visão para perto, como parte do processo natural de envelhecimento. Esse fenômeno é conhecido por presbiopia ou “vista cansada”. Só quem usa óculos para perto sabe o quanto é incômodo esse tipo de correção.

O que é presbiopia ou “Vista Cansada”?

No olho humano existe uma lente interna chamada cristalino (gelatinosa e cristalina como água límpida, daí o nome). A ação de um músculo interno do olho, o músculo ciliar, move o cristalino focando os objetos para perto e para longe (acomodação). Como nossas unhas e cabelos, o cristalino cresce dentro do olho durante toda a vida e, após a idade dos 40 anos, este crescimento atinge níveis que impossibilitam sua completa acomodação, estabelecendo uma presbiopia que avança lentamente, até atingir seu maior grau por volta dos 55 anos de idade.

Tratamento para Presbiopia

Tratamentos Convencionais não- cirúrgicos:

  • Óculos com lente para perto (meia armação), lentes bifocais ou multifocais.
  • Lentes de contato, bifocais ou multifocais.
  • Mono-Visão: Correção de um olho para longe e o outro para perto. (com lentes de contato).

Tratamentos Cirúrgicos:

Já existem alguns tratamentos aprovados pelo FDA (Food and Drug Administration), instituto americano de maior credibilidade no mundo, para o controle de novas drogas e tratamentos aplicados em seres humanos.

CK (Ceratoplastia Condutiva)Idealizada por Dr. Fyodorov em Moscow, em 1981, esta técnica evoluiu por duas décadas até atingir o nível de precisão atual, para aprovação pelo FDA em abril de 2002 para hipermetropia e em março de 2004 para presbiopia. Este procedimento já beneficiou mais de 150 mil pessoas nos EUA e Europa.

Como se dá a correção da Visão de Perto?

Esta correção é chamada de mono-visão balanceada, pois a cirurgia é realizada apenas em um olho (olho não dominante), que adquire a capacidade de enxergar para perto com pouca interferência na visão de longe.

Quem é bom candidato para esta cirurgia?

  • Présbitas jovens, pessoas acima de 40 anos de idade com dificuldade na visão de perto e pouca ou nenhuma dificuldade para longe.
  • Pessoas que se submeteram á cirurgia refrativa a laser (PRK ou LASIK) e estão com dificuldade para perto.
  • Pessoas que se submetem à cirurgia de catarata com implante de lente intra-ocular.

Como é feita a cirurgia?

Após o exame criterioso, com testes e entrevistas com seu cirurgião oftalmologista, a cirurgia é agendada e realizada sob o efeito de colírio anestésico. A aplicação da energia de radiofreqüência é feita na periferia da córnea através de uma micro-sonda da espessura de um fio de cabelo.

Que tipo de Visão adquire o operado?

O operado adquire uma visão útil para leitura social (cardápios, preços em supermercados, rótulos das embalagens, maquiagem no espelho e em alguns casos jornais). Esta visão é chamada de visão balanceada social útil, porque o cérebro faz um equilíbrio de balanceamento, compensando a alternância de um olho para perto e o outro para longe.

Obs.:

  1. Estatisticamente 89% dos operados estão satisfeitos ou muito satisfeitos com o resultado.*
  2. Leituras prolongadas de letras pequenas como Bíblia e bula de remédio, poderão pedir o auxílio de óculos.

Quantos dias ficam-se afastado do trabalho?

O retorno ao trabalho pode acontecer entre 24 a 72 horas após a cirurgia, observadas algumas restrições e cuidados como o uso de colírios, etc.

Pterígio

O que é?

O pterígio, conhecido popularmente como “carne no olho”, é um tecido fibroso e vascularizado que cresce sobre a córnea. Esta lesão pode manter-se pequena ou crescer até interferir com a visão. O pterígio se localiza com maior freqüência no canto interno dos olhos, porém pode aparecer no ângulo externo.

Os Sintomas

Os principais sintomas são ardor, irritação ocular frequente, olho vermelho e fotofobia (sensibilidade à luz). Geralmente estes sintomas pioram se houver exposição excessiva ao ar condicionado, sol, vento, poeira, fumaça ou esforço visual.

O que causa?

A causa exata não está definida por completo, porém o pterígio é mais freqüente em pessoas expostas à luz do sol ou que passam muito tempo ao ar livre, em especial durante o verão. A exposição prolongada à luz solar, sobretudo aos raios ultravioletas e a irritação crônica do olho parecem desempenhar um papel importante na sua etiologia. A doença tem grande incidência nas populações que vivem em regiões mais próximas à linha do Equador, como o Nordeste brasileiro.

Tratamento

Quando o pterígio torna-se avermelhado e irritado, alguns colírios podem ser utilizados para reduzir a inflamação. Geralmente indica-se o uso de colírios a base de vasoconstrictores e lubrificantes, além de promover proteção contra agentes agressores como o sol, vento, poeira e fumaça.

No entanto, nos casos em que o pterígio tornou-se grande o suficiente para atrapalhar a visão ou é antiestético, deve ser retirado mediante cirurgia.

A exérese simples do pterígio na qual apenas o tecido é removido é uma técnica simples e rápida, mas está associada a uma alta incidência de recidivas, pois a área que fica exposta sem nenhuma proteção produz uma resposta inflamatória para forçar o organismo a recobrir aquela região, o que causa a recorrência em cerca de 30 a 60%.

Atualmente, com o objetivo de prevenir a recorrência, associa-se a remoção do pterígio a uma segunda técnica, o transplante autólogo de conjuntiva (fina camada que recobre o globo ocular), o qual é transplantado da porção superior do olho (protegida pela pálpebra da ação de agentes agressores durante toda a vida) para a área onde existia o pterígio, devolvendo assim a fisiologia e anatomia normal da área afetada.

Retinopatia diabética

O que é Retinopatia Diabética?

Retinopatia Diabética é uma complicação do diabetes, caracterizada pelo nível alto de açúcar no sangue, que provoca lesões definitivas nas paredes dos vasos que nutrem a retina. Em consequência, ocorre vazamento de líquido e sangue no interior do olho, desfocando a visão. Com o tempo, a doença se agrava e os vasos podem se romper, caracterizando a hemorragia vítrea podendo levar ao descolamento da retina.

O diabetes pode ainda causar o surgimento de vasos sanguíneos anormais na íris, ocasionando o Glaucoma.

A Retinopatia Diabética apresenta comportamento mais agressivo, com risco de perda da visão, nos pacientes insulinodependentes. O controle rigoroso do Diabetes Mellitus, caracterizado pela deficiência da insulina, retarda o aparecimento e reduz a progressão da doença.

Uma vez instaladas, as alterações retinianas não se modificam significativamente com a normalização da glicemia, necessitando de tratamento oftalmológico específico.

Tipos e Causas

A Retinopatia Diabética atinge 80% dos diabéticos com 25 anos ou mais de doença. Apresenta-se de duas formas básicas:

Retinopatia Diabética Não Proliferativa:

É o tipo menos agressivo da doença considerada como estágio inicial e sinal de alerta para o paciente diabético. Essa fase tem um curso mais benigno e pode provocar uma baixa discreta e moderada da visão.

Caracterizada por alterações vasculares retinianas, com o surgimento de hemorragias e vazamentos que provocam edemas e diminuição da visão, caso atinjam a área da mácula (zona da retina responsável pela visão central).

Retinopatia Proliferativa

Apesar de ser menos comum, é a mais agressiva e prejudicial à visão. Caracteriza-se pelo aparecimento de áreas na retina sem irrigação (isquemia), que promovem o surgimento de novos vasos para substituir os danificados. Esses vasos se rompem com facilidade por serem mais frágeis, podendo levar a uma perda visual total ocasionada pelo descolamento tracional da retina e/ou hemorragias vítreas.

Sintomas

A Retinopatia Diabética não provoca dores, sendo muitas vezes silenciosa, impossibilitando o paciente de perceber os sintomas. Se acontecer edemas, na área macular, pode ocorrer baixa da visão com perda gradativa do foco. Havendo sangramento, podem surgir algumas manchas ou pontos escuros no eixo da visão.

Em geral, o sintoma mais comum da Retinopatia Diabética é a vista embaçada, que ocorre progressivamente e, às vezes, subitamente pela hemorragia vítrea. A perda visual pode ser um sintoma tardio, expressando a gravidade da situação.

Tratamento e Controle

O melhor tratamento da Retinopatia Diabética é a prevenção através de consulta oftalmológica regular e controle rigoroso do nível de açúcar no sangue. Quando a doença já está instalada o tratamento é feito com laser v erde.

Apesar de não restituir a perda visual ocorrida na fase inicial da doença, o tratamento a laser evita o progresso da Retinopatia Diabética e o surgimento de novos vazamentos.

Nos casos de Retinopatia Proliferativa, em que se observa o descolamento da retina ou hemorragia vítrea significativa, o tratamento indicado é a vitrectomia, uma micro cirurgia que remove a hemorragia juntamente com o líquido vítreo (gelatina que preenche o olho), substituindo-o por outro líquido semelhante e transparente.

Diagnóstico

Por não apresentar sintomas prontamente identificáveis, o diagnóstico da Retinopatia Diabética só pode ser feito por um oftalmologista, através de exames especializados de Mapeamento e Angiografia da Retina (fotografias da retina coloridas e com contraste).

Por tratar-se de doença de difícil percepção, é de extrema importância que todo diabético, mesmo que não apresente baixa da visão, previna-se realizando consultas oftalmológicas pelo menos uma vez ao ano.

Substituição do cristalino

Esta técnica é indicada para pessoas com idade acima de 50 anos que apresentem algum grau de catarata. O cristalino é substituído por uma lente moderna que corrige a visão para longe e para perto.

Obs. 1: Estatisticamente 98% dos operados com esta técnica estão satisfeitos ou muito satisfeitos com os resultados.*

Obs. 2: Após o implante desta lente, é possível a necessidade de pequenas ajustes de grau residual com Excimer Laser.

*Segundo protocolo submetido e aprovado pelo FDA, nos EUA.

Perguntas Frequentes

O que é o olho?

O olho é um dos órgãos dos sentidos que faz a conexão entre o meio externo e o cérebro humano. Tem a forma de um globo que fica guardado dentro de uma cavidade óssea (órbita) e protegido pelas pálpebras. Externamente, possui seis músculos que fazem os movimentos oculares. É constituído por camadas concêntricas aderidas entre si, com função de: – visão – nutrição – proteção A retina é a camada mais interna. Ela inicia e organiza a visão, recebendo a imagem externa e enviando-a para o cérebro através do nervo óptico. Pode sofrer alterações na hipertensão arterial e nos diabetes. A coróide é a camada média que proporciona a nutrição da retina. A esclera é a camada mais externa e fibrosa que protege as partes posteriores do globo e pode sofrer alterações nas doenças reumatológicas. Possui um orifício anterior que é preenchido pela córnea. A córnea é uma estrutura transparente e delicada que permite a passagem dos raios luminosos para serem analisados na retina. É o local onde age o excimer laser nas cirurgias para correção da miopia, astigmatismo e hipermetropia. Por trás da córnea está à íris, ”menina dos olhos”, estrutura que dá a cor dos olhos. A íris possui um orifício central, a pupila. É uma ”janela” que permite o exame da parte interna do olho, pois tem a capacidade de se dilatar e se contrair. Logo após a pupila encontra-se o cristalino, uma lente interna e transparente que com o envelhecimento ou após trauma ou infecção ocular pode tornar-se opacificada, diminuindo progressivamente a visão. É o que chamamos de catarata. A porção posterior do olho, entre o cristalino e a retina (maior porção), é constituída por um gel de forma esférica – o Vítreo. Entre o cristalino e a córnea (menor porção) circula um líquido claro que ajuda a manter a pressão ocular – Humor Aquoso. Alterações na sua produção ou drenagem podem aumentar a pressão ocular, é o glaucoma, associado a alterações na cabeça do nervo óptico.

O que é astigmatismo?

Se a córnea dos seus olhos tem uma forma oval ao invés de esférica (que é o normal) a visão ficará meio distorcida. Esta distorção da visão é chamada astigmatismo. Óculos ou lentes de contato usualmente corrigem o problema..

O que torna a pessoa cega?

Somado aos acidentes e defeitos de nascimento, há muitas causas de cegueira. Graças à moderna tecnologia médica, muitas destas causas podem ser prevenidas ou controladas. No passado, a principal causa de cegueira era catarata. A catarata é uma opacidade do cristalino (lente natural do olho) que ocorre freqüentemente com o processo de envelhecimento. Com o desenvolvimento da catarata, a visão se torna consideravelmente nublada. Isto pode eventualmente ser um princípio de cegueira. Felizmente, cataratas podem, agora, ser tratadas por procedimento cirúrgico que remove os cristalinos opacos e os substitui por uma lente artificial transparente. Em muitos casos, isto não só evita cegueira, mas resulta em grande melhora da visão. A segunda causa de cegueira é o glaucoma. Nesta doença, a pressão elevada dentro do olho causa dano permanente ao nervo óptico. Seu primeiro sintoma é perda de visão periférica. Quando progride, o glaucoma pode resultar em cegueira total. No entanto, se diagnosticado precocemente, a grande maioria dos casos pode ser controlada com medicação, ou tratamento a laser, ou cirurgia ou a combinação destes. A mais comum causa de cegueira é a degeneração macular senil. Diferente da catarata ou glaucoma, que são usualmente tratados, a degeneração macular é controlado somente em uma pequena porcentagem dos casos. Degeneração macular é uma alteração da porção central da retina. O primeiro sintoma é a perda da visão central no campo visual. Devido a visão periférica não ser afetada, a degeneração macular não causa cegueira total. Pessoas com degeneração macular podem não ser capazes de dirigir carro, e em muitos casos são incapazes de ler, no entanto, elas podem usualmente vestir-se, alimentar-se sem ajuda e andar por uma sala sem algum problema. A degeneração macular pode ser controlado com algum tipo específico de laser, mas não pode ser curada por completo. Retinopatia diabética, uma doença que causa cegueira por dano na retina em pacientes diabéticos, é tratada em muitos casos com laser. O controle rigoroso da glicemia e a detecção precoce desta retinopatia são fundamentais, por isso pessoas diabéticas devem consultar oftalmologista em períodos regulares. Outras causas mais raras são as doenças hereditárias, como a retinose pigmentar.

Minha saúde geral afeta minha visão?

Perfeitamente. Seus olhos não são separados do resto do seu corpo. Qualquer coisa que afete sua saúde geral afetará seus olhos também. Por exemplo: doenças como diabetes, hipertensão arterial e condições cardíacas têm condições de prejudicar a visão. Assim, a melhor maneira para manter boa visão é prevenir doenças. A chave para prevenção é o acordo com as leis da natureza que controlam sua fisiologia, em outras palavras manter um equilíbrio fisiológico por descanso adequado, exercícios moderados, dietas próprias e redução do stress.

Medicamentos podem piorar a visão?

Não necessariamente, mas alguns medicamentos, tal como medicamentos para artrite e algumas outras condições, têm efeito nos olhos. Médicos que prescrevem estes medicamentos estão bem cientes que os efeitos colaterais podem incluir olho seco ou dano permanente na retina. Conseqüentemente, se existe alguma possibilidade de perda visual com o uso de uma medicação em particular, seu médico indicará a você um oftalmologista que monitorizará seus olhos durante o curso do tratamento. Alguns tipos de medicação podem causar mudanças temporárias de visão. Cortisona, por exemplo, pode causar embaçamento da visão, mas na maioria dos casos não danificará os olhos. Os sintomas usualmente desaparecerão com o término da medicação ou quando o paciente se adaptar a medicação. No entanto, cortisona pode, ocasionalmente, desenvolver cataratas. Tenha sua visão monitorada por um oftalmologista como medida de segurança.

Exercícios oculares melhoram minha visão?

Geralmente não. Pegue como exemplo a situação comum onde a redução da visão é por defeito do cristalino. A lente natural do olho (cristalino) é uma substância transparente feita por células epiteliais. Ela continua a crescer por toda a vida como seus cabelos e unhas, embora mais vagarosamente. Diferente dos cabelos e unhas, contudo, as células velhas do cristalino não podem ser perdidas e se acumulam causando um espessamento do cristalino com o passar dos anos. O processo é parecido com a adição das camadas em um tronco de uma árvore com o passar dos anos. Com o espessamento torna-se mais difícil para o cristalino focalizar (por isso as pessoas acabam necessitando de óculos com maior poder, com o envelhecimento). Não há exercícios que parem o crescimento destas células ou corrijam os problemas visuais adquiridos. Contudo, há outras condições, como estrabismo, insuficiência de convergência, onde exercícios oculares ajudarão.

Qual a diferença entre um óptico, um optometrista e um oftalmologista?

Um óptico é uma pessoa que monta óculos. Isto inclui fazer de acordo com a prescrição do médico oftalmologista. Um optometrista estudou por 4 anos em uma faculdade e recebe o diploma de optometrista, não é médico, mas está treinado para examinar olhos com defeitos na visão como miopia ou hipermetropia. Ele prescreve óculos e lentes de contato, e fornece tratamento da visão quando necessário; este curso não é regulamentado no Brasil. Um oftalmologista é um médico, que após 6 anos em escola médica, qualifica-se (com, no mínimo, mais 2 anos de estudo) como um especialista em diagnosticar e tratar doenças oculares. O oftalmologista é também treinado para prescrever óculos e lentes de contato, mas seu principal papel é o diagnóstico e tratamento de doenças oculares. Quando você tem seus olhos examinados por um oftalmologista, você aumenta suas chances de descobrir e tratar corretamente qualquer doença que possa estar presente. A palavra oftalmologista significa: ”conhecedor do olho”. Na grande maioria das vezes o oftalmologista também é cirurgião ocular.

O que significa para um oftalmologista ter título de especialista?

Após terminar a residência em oftalmologia, ele presta uma prova que abrange todo o conhecimento em oftalmologia. Se aprovado, ele recebe Título de Especialista em Oftalmologia pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

Com que freqüência eu deveria fazer um exame ocular?

Depende de sua idade e de sua história familiar. Pessoas mais velhas, usualmente, deveriam ter seus olhos examinados uma vez por ano ou regularmente. Pessoas com problemas oculares ou que tenham história de doença ocular na família, devem consultar um oftalmologista a cada 6 meses. A maioria das pessoas jovens somente necessitam de ter seus olhos examinados a cada 2 ou 3 anos. Porém nós aconselhamos aos nossos pacientes o melhor possível: ”Se você perceber uma mudança repentina em sua capacidade de ver, não espere até sua próxima visita, faça um exame de seus olhos imediatamente”.

Quando eu deveria trazer meu filho (a) em seu primeiro exame ocular?

É na fase pré-escolar. No entanto, em qualquer época que você perceba que seu filho é estrábico (olhos tortos) ou pareça ter problemas para enxergar bem, não espere, marque um exame ocular.

Meus olhos podem me causar dores de cabeça?

Muitas dores de cabeça são relacionadas com stress. Se você também possuir cansaço visual, isto pode adicionar um desconforto de uma dor de cabeça. Embora, normalmente não seja causa de dor de cabeça. Outra causa de dor de cabeça é a sinusite. Dores de cabeça por sinusite não são causadas por problemas oculares; embora o reverso possa ser verdadeiro, pois os olhos são cercados pelos seios da face, assim a irradiação de uma sinusite pode causar dor ocular. Um terceiro tipo de dor de cabeça é causado pela dilatação dos vasos sanguíneos da cabeça. Isto é chamado de enxaqueca.

Por que tenho dificuldade em ver objetos próximos enquanto eu sempre tive perfeita visão no passado?

Mudanças no ponto próximo da visão são um natural resultado do processo de envelhecimento. Se sua visão para perto não é tão boa como já foi, óculos podem ser prescritos para corrigir o problema. Esta condição é chamada de presbiopia e passa a ocorrer em torno dos 40 anos de idade.

Eu me tornarei dependente de meus óculos se usá-los o tempo todo?

Não. Se sua prescrição está correta você simplesmente verá mais claramente enquanto usar seus óculos. Se você tirá-los verá menos claramente.

Por que meus óculos novos não melhoram minha visão?

Se o problema foi simplesmente um ”erro de refração” em seus olhos, então novos óculos devem corrigir sua visão. Entretanto, pode ser que exista um problema oftalmológico com seus olhos.

Eu não tenho nenhum problema de visão, mas fui reprovado em meu exame de habilitação de motorista. Como?

No Brasil é exigido que você tenha 20/30 de visão (66%), em pelo menos um dos olhos, para passar no teste para exame de habilitação. Se você não tem 20/30 (66%), ou melhor, em pelo menos um olho, você deveria ser examinado por um oftalmologista para determinar a razão da perda de visão.

Ler com luz fraca ou assistir TV prejudicam minha visão?

Ao contrário da crendice popular, não. Ler com luz fraca, ler muito ou assistir muito TV pode causar tensão ocular. Tensão ocular é um ”stress” da musculatura ocular ocorrida quando os olhos se cansam. É como outra tensão muscular qualquer e isto não causam danos permanentes. Também chamado Astenopia.

Se os olhos não podem ser removidos ou substituídos, o que é um ”Banco de Olhos”?

A parte da frente do olho, a córnea que corresponderia analogamente ao vidro do relógio, pode ser transplantada. Um transplante de córnea deve ser realizado se a córnea natural do paciente tornar-se opaca ou lesada. Neste procedimento a porção danificada da córnea do paciente é removida e substituída por um ”botão” transparente de um doador de córnea humana.

O que é retinopatia diabética?

Se você tem diabetes mellitus, é sabido que o seu corpo não pode usar adequadamente o açúcar que circula no sangue. Quando a sua taxa glicêmica aumenta muito, isto vai ocasionar uma alteração nos vasos dos seus olhos. TIPOS DE RETINOPATIA DIABÉTICA Quando os vasos sanguíneos da retina são lesados, eles podem levar a hemorragias e a extravasamento de liquido, que acarretam a formação de depósitos chamados exudatos. Esta é a forma primária da retinopatia diabética, também chamada não proliferativa. Esta forma pode não causar ainda nenhum distúrbio visual. Mas quando os fluídos atingem a macula (a parte da retina que é responsável pela visão de detalhes), a leitura e outras atividades que necessitam da visão de perto, podem ficar comprometidos. Nesta fase encontraremos o edema macular. Outra forma é a retinopatia proliferativa, onde encontraremos vasos sanguíneos frágeis crescendo na superfície da retina, e que acarretarão problemas com o vítreo, hemorragias e muitas vezes descolamento da retina. Como tratar a retinopatia diabética? A melhor medida para manter-se com uma boa acuidade visual é manter a taxa de glicose sanguínea em níveis normais, isto vai postergar ou prevenir os problemas com a retina. Quando o oftalmologista acha algum sinal de retinopatia em seus olhos, ele solicitará uma série de fotos com contraste dos vasos da sua retina, chamada angiografia fluoresceínica. Neste exame será injetado um corante amarelo na artéria do seu braço, que irá passar pelos vasos da retina e ser aí fotografado. Estas fotos servirão para o seu oftalmologista verificar se há ou não a necessidade da aplicação de laser nesta retinopatia. Quando for submetido à angiografia, não assuste com a tonalidade amarelada que aparecerá na sua pele, bem como a cor da urina no dia subseqüente ao exame. TIPOS DE TRATAMENTO Fotocoagulação a Laser: É o tratamento mais freqüente para a retinopatia diabética. É uma aplicação ambulatorial, onde a mira do laser é dirigida as lesões na retina afetada.

O que é descolamento de retina?

Normalmente a retina é presa na parede do fundo do olho onde ela consegue seu suprimento sanguíneo. Algumas vezes, buracos ou rasgos podem aparecer na retina, permitindo com que o fluido seja filtrado entre a retina e a parede do olho. Isto causa uma perda da visão. Se um rasgo na retina se torna muito grande e penetra líquido por ele, a retina pode descolar completamente da parede do olho e isto pode levar a cegueira.

O que o paciente pode sentir quando ocorre o descolamento de retina? E quais seriam outras causas destes sintomas?

O descolamento de retina pode ocorrer sem sintomas, mas, às vezes, apresentam flashes de luz, manchas escuras que se movem (”moscas volantes”) e a sensação de uma cortina parcialmente sobre os olhos. Os flashes de luz também podem ter outras causas como descolamento posterior do vítreo, movimentos rápidos dos olhos e alguma inflamação da retina. As ”moscas volantes” e a sensação de cortina sobre os olhos podem ser pelas mesmas causas acima citadas com exceção dos movimentos rápidos dos olhos e também podem ocorrer por distúrbios do corpo vítreo e opacidades corneanas.

Como é tratado o descolamento de retina?

Se um ”rasgo” na retina é diagnosticado precocemente, o médico pode freqüentemente repor a porção danificada da retina com Laser ou até com ar. Entretanto, se a retina realmente descolar o tratamento a Laser não será eficaz e cirurgia imediata é necessária para que haja alguma chance de restaurar a visão do paciente.

O que é olho seco?

O olho normalmente produz dois tipos de lágrimas. Lágrimas basais que mantêm o olho protegido contra vento e poeira, e lágrimas reflexas que ocorrem em resposta a um trauma ou emoção. Olho seco é uma deficiência, qualitativa ou quantitativa, do lacrimejamento basal. Os sintomas incluem olho vermelho, queimação e coceira. Curiosamente, olho seco causa excessiva produção de lágrima reflexa. Isto porque quando a lágrima basal é deficiente, a superfície do olho se machuca facilmente e lágrimas reflexas são produzidas para ajudar na cura do processo..

Como é tratado o olho seco?

Não há no momento cura para o olho seco. Em muitos casos a condição pode ser controlada com ”lágrimas artificiais” ou a prescrição de medicamentos em casos severos.

Colírios podem ter efeito colateral?

Colírios podem ter efeitos colaterais, por isso eles devem ser prescritos somente por oftalmologista. Lembre-se, um oftalmologista é um doutor em medicina especializado em cirurgia, diagnóstico e tratamento de doenças do olho.

É possível colocar muitas gotas de colírio em meu olho?

Não. O olho somente irá suportar uma gota de cada vez. Se você tentar colocar mais, o excesso simplesmente transbordará pelo seu rosto.

Por que eu vejo ”halos” ao redor das luzes?

Halos são resultados de luz refletida ou espalhada. Isto pode ser devido a óculos fracos, fatigantes que produzam uma imagem borrada ou lentes de contato riscadas. Nestes casos, halos não indicam um problema próprio dos olhos. No entanto, halos pode ser sinal de glaucoma ou início de catarata. Portanto, se você vê halos é melhor consultar um oftalmologista.

Por que algumas vezes vejo flashes de luzes?

Flashes de luzes pode ser sinal de separação entre vítreo e retina. A força exercida na retina quando o vítreo é separado dela pode fazer com que o olho tenha sensação de flashes. Os flashes podem aparecer e desaparecer durante muitas semanas. Isto é comum ocorrer entre pessoas mais velhas e usualmente não é uma causa de alarme. No entanto, se as luzes persistirem, elas podem ser devido à ”buracos ou rasgos” na retina. Estes podem ser freqüentemente reparados com tratamento a laser. A melhor coisa a se fazer, se você enxerga flashes de luzes, é marcar um exame ocular. O exame determinará se você tem uma lesão da retina ou separação do vítreo. Se os flashes de luzes recorrerem, você deve ter seus olhos re-examinados. Se flashes de luzes são acompanhados por um grande número de manchas escuras ou uma repentina perda do campo visual, marque um exame imediatamente. Flashes também ocorrem em casos avançados de degeneração macular. Nestes casos, severas alterações ou grandes sangramentos da porção central da retina podem estimular o nervo óptico a ter sensação de luzes.

O que são ”manchas escuras” que em algumas situações vejo diante dos meus olhos?

Há duas causas de manchas escuras. Uma é o que chamamos de ”corpos flutuantes” – floaters, são pequenos e inofensivos feixes de células que podem formar-se no vítreo (o gel transparente que preenche o olho). Embora eles estejam dentro do olho, corpos flutuantes são vistos como manchas, sombras na retina e parecem estar em frente do olho. Floaters aparecem como pequenos insetos negros e com maior freqüência quando se está cansado ou esteve sujeito a luzes brilhantes. A sua duração varia naturalmente, de pessoa para pessoa e podem demorar semanas ou meses para desaparecerem. A outra causa de manchas escuras pode ser mais séria. O gel vítreo pode de fato liquefazer e separar-se da retina (fundo do olho). Quando esta separação do vítreo ocorre, sólidos feixes de gel estarão flutuando no líquido. Estes sólidos feixes freqüentemente aparecerão como manchas escuras. Quando o ”gel” é separado, ele exerce uma tração que pode produzir um ”buraco ou rasgo” na retina. Se isso ocorrer, a condição deve ser tratada prontamente, caso contrário, isto pode levar ao descolamento de retina. A separação do vítreo é bastante comum, especialmente em pessoas mais velhas. Somente cerca de 1 em 6 pessoas que têm separação do vítreo desenvolve buracos na retina. No entanto, sem um exame ocular adequado, não tem como determinar se há somente separação vítrea ou um rasgo na retina. Portanto, se as manchas escuras que você vê não desaparecem ou se ocorre repentino ataque de muitas novas manchas escuras, aconselhamos: ligue e marque um exame imediatamente.

O que é este procedimento para eliminar a necessidade de óculos ou lentes de contato?

É o Excimer laser, que em sua segunda década de utilização, os avanços na tecnologia adicionaram uma elevada precisão, controle e segurança na sua correção cirúrgica dos erros refrativos. Usando esta notável técnica, a córnea é esculpida para igualar-se à receita dos óculos ou lentes de contato, reduzindo ou mesmo eliminando a dependência de lentes corretivas de milhares de pessoas em todo mundo.

Por que meus olhos ficam vermelhos?

A causa mais comum de olhos vermelhos é a blefarite crônica. Esta é uma infecção ou inflamação das margens palpebrais. A condição ocorre quando partículas de poeira, células mortas da pele ou outras substâncias ocluem a base dos cílios, fazendo com que as glândulas das pálpebras se tornem bloqueadas ou irritadas cronicamente. Algumas destas condições podem estender para a parte anterior do olho fazendo com que o olho se torne vermelha, além de apresentar irritação, ardor e coceira das margens das pálpebras. Se a pessoa tem olho seco (veja questão 37), isto agrava o problema, porque há quantidade insuficiente de lágrimas para lavar as substâncias inflamatórias. A própria limpeza da margem palpebral com pomadas ou produtos de higiene ajudarão a prevenir blefarite ou mantê-la sob controle. Outra causa de olho vermelho é alergia. Finalmente, olhos vermelhos podem ocorrer devido a certos tipos de colírios. Paradoxalmente estes tipos de colírios são anunciados como ”colírios que clareia”, são os que causam a maioria dos olhos vermelhos. Estes colírios ”mantêm a vermelhidão”, pois causam a contração dos vasos sanguíneos no olho, mas em 2 a 4 horas, quando o efeito acaba, os vasos sanguíneos tornam-se novamente dilatados e, assim, novamente vermelhos. Para sua segurança, use somente medicação ocular quando esta foi prescrita pelo oftalmologista e siga as instruções corretamente.

Meus óculos podem me causar tontura?

Se as lentes não estão propriamente alinhadas em seus olhos, ou se sua prescrição das lentes foi um pouco forte, pode resultar em tonturas. Se a tontura persistir regularmente sem seus óculos é uma boa idéia fazer uma consulta com o médico de ouvido ou de problemas circulatórios.

Minha pressão arterial tem relação com a minha pressão ocular?

Não. Pressão arterial é medida no sistema cardiovascular (artérias e veias). Pressão ocular é a pressão do ”humor aquoso”, o fluído entre a íris (porção colorida do olho) e a córnea (janela transparente em frente ao olho). Mas por razões que não são inteiramente conhecidas, pessoas com hipertensão arterial têm uma alta incidência de glaucoma, uma doença causada pela elevação da pressão ocular.

Pode o Diabetes, ou melhor dizendo uma alteração na glicemia alterar a visão?

São duas coisas distintas; é comum o paciente procurar o oftalmologista referindo uma piora súbita na visão de longe, para a distância. E este profissional deve inquerir ao paciente se ele ultimamente esta tendo sinais e sintomas de poliúria (urinar muitas vezes no dia), polidipsia (muita sede e beber muita água) entre outros. Pois é freqüente desta queixa o oftalmologista suspeitar de alguma alteração na glicemia, solicitar uma glicemia e outros exames e constatar um Diabetes. O que acontece é que o sangue hiperglicêmico tem um poder de osmose maior, o qual vai causar uma desidratação no cristalino do paciente, e este passa então a manifestar uma miopia. São pessoas que usavam óculos só para leitura, e de uma hora para outra passam a enxergar bem para perto (lê até sem óculos) e apresenta má acuidade visual para longe. Logo que as taxas glic êmicas decrescem, pode acontecer o inverso. Ou seja, as pessoas passam a muitas vezes manifestar uma pequena hipermetropia; a visão melhora para a distância e piora para perto. Dependendo do vício de refração prévio que o paciente tinha, sendo míope o hipermétrope, as variações glicêmicas acarretarão alterações nestas refrações. O Diabetes é uma importante causa de cegueira nos países desenvolvidos, pois os diabéticos após alguns anos da doença estão predispostos a desenvolver microangiopatias, e nos olhos as manifestações são: retinopatia diabética, hemorragias vítreas, glaucoma neovascular, paresias na musculatura extrínseca ocular.

O que significa 20/20 (1.0), 20/40 (0.5)?

Estas são medidas para avaliar o quanto você enxerga a distancia. A relação 20/40 significa que você deve estar a 20 pés (6 metros) de um objeto para ver este objeto claramente como uma pessoa com visão normal consegue a 40 pés. A diminuição do segundo número significa melhor visão. Por exemplo: 20/40 de visão é melhor que 20/60.

Se eu tenho uma prescrição para óculos bifocais, posso ao invés disto usar lentes de contato?

Existe algo semelhante a lentes de contato bifocais, mas não é ainda muito difundido. Há duas alternativas: 1) Você pode ter uma lente de contato em um olho para a visão à distancia e uma lente em outro olho para visão de perto. Isto permite que você veja bem objeto longe e perto, com um pouco de embaçamento em ambos. Muitas pessoas acham isto aceitável; 2) Você pode usar lentes de contato para visão à distância e usar óculos de leitura para o trabalho de perto. Isto elimina a necessidade de óculos para maioria de suas atividades.

O que é degeneração macular?

Degeneração macular é lesão ou deterioração da mácula (porção central da retina). Ela provém do endurecimento das artérias do fundo do olho. O principal sintoma é a perda da visão central do campo visual. Estes efeitos impedem tarefas como ler ou dirigir. Infelizmente, muitos casos de degeneração macular não podem ser curados. Entretanto, tratamentos com Laser de Argônio podem algumas vezes prevenir uma piora desta condição.

Degeneração macular resulta em cegueira?

Não cegueira total, porque somente a visão central é afetada. A visão periférica usualmente permanece normal. Embora a pessoa com degeneração macular não seja capaz de ler ou dirigir, ela pode se locomover através de uma sala com facilidade e executar muitas tarefas do cotidiano. Em alguns casos pessoas com degeneração macular pode ler com auxílio de lentes de aumento que estendem a imagem para porções da retina fora da mácula. Infelizmente estas lentes são freqüentemente difíceis de serem ajustadas, especialmente em pessoas idosas.

Como é detectado a degeneração macular?

Nós podemos detectar a degeneração macular através de um exame ocular de rotina antes que o paciente perceba que a visão central se tornou nublado. Um exame diagnóstico usado é a ”angiografia fluoresceínica”. Este exame consiste em injeção na veia de um corante amarelo, que circulará pelo corpo, chegando à retina, de onde serão tiradas fotografias. Estas fotos nos mostram as condições dos vasos sanguíneos da retina e também indicam se o tratamento a Laser é necessário.

Quais são os sintomas mais comuns de degeneração macular? E eles podem ocorrer por outras causas?

A perda gradual da visão é o sintoma mais comum da degeneração macular. Porém este sintoma pode também ser causado por catarata, erros de refração, glaucoma, retinopatia diabética (distúrbio na retina causado pelo diabetes em pacientes mal controlados), doenças corneanas e patologias ou atrofias do nervo óptico. Os outros sintomas que podem aparecer são: a) distorção de imagens, que tem como outras causas: erros de refração, outras doenças da mácula, irregularidade da córnea, catarata, uso de mióticos (colírios que fecham a pupila) e descolamento da retina; b) mancha cega (qualquer parte do campo de visão normal em que a pessoa enxerga uma mancha escura), tendo como outras causas: descolamento posterior do vítreo, sangramento dentro do corpo vítreo, condensações do corpo vítreo, descolamento da retina ou opacidades da córnea.

O que é Glaucoma?

O olho normalmente produz um líquido claro que é drenado para fora através de buracos microscópicos ao redor da íris (parte colorida do olho). Por várias razões estas pequenas aberturas podem ocluir, e então a pressão aumenta dentro do olho. A elevada pressão intraocular pode danificar o nervo óptico (o que transmite impulsos nervosos do olho para o cérebro). Estes dados podem causar perda da visão. A elevação da pressão do olho é chamada hipertensão ocular. Se o nervo óptico é danificado, a ponto de conseguirmos medir esta perda de visão, esta condição é chamada glaucoma..

Glaucoma pode ser curado?

Não. Mas ele pode ser controlado. Uma maneira é através de medicamentos. A outra é usar Laser de Argônio para criar pequenas aberturas na íris e permitir o escoamento do líquido (humor aquoso) normalmente. Após um tratamento com Laser, alguma medicação para glaucoma é usualmente necessária. No entanto, o doutor examinará seus olhos periodicamente para ter certeza que as condições estão sob controle.

Quais são os outros sintomas do glaucoma?

Além da perda de visão, o glaucoma pode ter outros sintomas como dor, fotofobia (sensibilidade à luz), diminuição visual rápida, pupilas que não reagem a luz ficando paralisada entreaberta, halos coloridos ao redor da luz, olho vermelho, lacrimejamento, dor de cabeça, náuseas e vômitos. A perda de visão devido ao glaucoma pode ser progressiva quando o paciente não tem outros sintomas e não sabe ter glaucoma; assim não o tratando, perde a visão da periferia. Esta perda de visão pode também ser abrupta quando o paciente entra em um quadro de glaucoma agudo onde ele apresentará também dor, que poderá ser devido a doenças do nervo óptico ou distúrbios agudos da córnea. Não esquecer que dor pode ter outras causas, como conjuntivite, episclerite, corpo estranho ou doenças da córnea. E fotofobia podem ser por distúrbios corneanos, conjuntivites, albinismo, falta da íris, meningite ou neuralgia do trigêmio. O defeito pupilar pode ser fisiológico, congênito (ou seja, a pessoa nasceu com ele), devido a trauma ocular ou a distúrbios neurológicos. Os halos ao redor da luz podem ser por catarata, distúrbio corneano e por uso de medicamento. Olho vermelho é o sintoma mais comum em oftalmologia podendo ser causado por vários distúrbios, os mais importantes são conjuntivite, blefarite, processos alérgicos, hemorragias subconjuntivais e síndrome do olho seco. O lacrimejamento, assim como olho vermelho, pode ser devido a várias causas como, por exemplo, anormalidades da córnea, corpo estranho, conjuntivite, síndrome do olho seco entre outras. A dor de cabeça pode ser sintoma de várias patologias que variam desde o stress até meningite, necessitando, portanto, observar os outros sintomas para saber sua causa específica. As náuseas e vômitos são distúrbios que acompanham quadros de dor forte de qualquer região do corpo e podem também ser produzidos por alterações no aparelho digestivo.

Como o glaucoma é detectado? Como eu sei que tenho glaucoma?

Cerca de 2% dos indivíduos com idade acima de 35 anos têm glaucoma. Os sintomas precoces incluem perda da visão periférica. Como esta perda de visão ocorre lentamente, você pode ter glaucoma e não saber, pois não percebe esta perda de visão. Esta é uma das muitas razões pela qual você deveria fazer um exame ocular regularmente. Qualquer perda da visão pelo glaucoma é permanente e, muitas vezes, bastante séria, pois a visão periférica é essencial para fazer as tarefas rotineiras como comer e vestir. Hoje os oftalmologistas diagnosticam o glaucoma de várias maneiras. Isto inclui não somente medir a pressão do olho, mas também examinar o nervo óptico e realizar um exame de campo visual para medir o campo de visão.

O que é catarata?

A catarata é a opacidade da lente natural do olho (cristalino). Muitas cataratas são um resultado do processo de envelhecimento. Com o nosso envelhecimento o cristalino se espessa e fica difícil para a luz atravessá-lo, tornando a visão borrada e embaçada.

Quais são os sintomas mais comuns de catarata? E quais outras causas podem levar aos mesmos sintomas?

Os sintomas mais comuns da catarata são: perda progressiva da visão e embaçamento visual; halos provocados por luzes fortes, principalmente, ao dirigir à noite; diminuição da percepção das cores e visão dupla. Porém, a perda visual progressiva pode ser devida a outras causas como, por exemplo: erro de refração (miopia, hipermetropia, astigmatismo), glaucoma ou doenças da retina. Os halos podem ser provocados por glaucoma, distúrbios corneanos ou por uso de determinados tipos de medicação. A diminuição da percepção colorida que, às vezes, pode não ter causa aparente, outras vezes deve-se a doenças retinianas ou a distúrbios do nervo óptico. A visão dupla, por sua vez, pode ser de dois tipos: 1) monocular, ou seja, quando imagens duplicadas são vistas com apenas um olho aberto, que seria o caso da catarata ou erros de refração, distúrbios corneanos, deslocamento do cristalino, doenças da mácula, descolamento da retina e a presença de outras aberturas na íris (parte colorida dos olhos) que não a pupila (”menina dos olhos”).

Como as cataratas são tratadas?

Não se sabe a cura para cataratas – isto é, não há maneira de fazer o cristalino tornar-se transparente novamente, uma vez que ele ficou opaco devido ao processo de envelhecimento. Os cristalinos opacos, no entanto, podem ser removidos e substituídos por uma lente artificial de igual poder dióptrico. Este procedimento, chamado de implante de lente intraocular ou LIO muitas vezes pela moderna técnica da facoemulsificação por ultra-som, é o padrão de tratamento usado pelos oftalmologistas de hoje. Anos atrás, uma operação de catarata causava uma internação hospitalar de dias e não havia lentes intraoculares – implantes, sendo a restituição da visão através de lentes de contato ou óculos espessos que produziam uma distorção na visão periférica. Com a moderna tecnologia médica, as cirurgias de catarata são rotineiramente realizadas sem tantos transtornos. Atualmente, é procedida sob anestesia local e usualmente leva de 15 – 30 minutos, Embora a velocidade de recuperação da visão varie, muitas pessoas acham que podem ver claramente e recomeçar suas atividades normais no primeiro dia após a cirurgia.

Minha visão irá melhorar após a cirurgia de catarata?

Se o olho deste doente não tiver nenhuma doença adicional, além da catarata, sua visão retornará próxima ou igual a 100%. Porém, se outra lesão ocular for diagnosticada, o resultado dependerá da extensão desta lesão.

Eu necessitarei de óculos após a cirurgia de catarata?

Muitas pessoas necessitam de algum tipo de lente corretiva após o implante de lente intra-ocular. Uma razão é que a lente implantada é fixada de uma forma diferente do cristalino humano, e assim não pode mudar o foco para acomodar objeto longe ou perto. Na maioria dos casos nós implantamos a lente com o grau para visão à distância e, então, prescrevemos óculos para leitura. Entretanto, se você usava óculos antes da cirurgia de catarata, você provavelmente irá usar outro tipo de prescrição para os óculos. Isto porque a catarata tende a causar miopia e depois da cirurgia a maior parte da miopia desaparece.

Serei capaz de dirigir logo depois de minha cirurgia de catarata?

Embora seja possível, nós normalmente aconselhamos não dirigir até que você tenha se adaptado a sua nova e melhor visão.

O que significa catarata ”madura”?

Este é um termo antigo, usado antes dos implantes intraoculares. Naquela época, era muito mais difícil obter resultados com sucesso e os cirurgiões ficavam relutantes em intervir até que a cirurgia fosse absolutamente necessária. Como atualmente as chances de sucesso são altas na cirurgia de catarata, não se espera até a catarata ficar ”madura”. A indicação para cirurgia de catarata se dá quando o paciente está com dificuldade para fazer o que gosta (assistir TV, ler, costurar, etc.) ou quando sua visão o impede de ser aprovado no exame de habilitação de motorista.

O doutor removerá minha catarata com laser?

Ao contrário da crendice popular, nenhum procedimento foi desenvolvido para remoção de catarata com Laser. Entretanto, em cirurgia de catarata o cristalino será, às vezes, removido com uma máquina chamada facoemulsificador. Esta máquina quebra o cristalino em pequenos pedaços e, então, os suga. Em cerca de 40% de todos os casos de cirurgia de catarata a membrana natural localizada atrás do implante torna-se opaca após a operação e é só nesta membrana opaca que o laser pode atuar, removendo-a rapidamente e sem dor, num procedimento chamado Yag-Laser.

Durante a cirurgia de catarata o doutor removerá meus olhos?

Não. A remoção do olho cortaria o nervo óptico e mais de um milhão de fibras nervosas, não havendo maneira de reatar estas fibras novamente. A cirurgia é realizada com o olho anestesiado, normalmente com anestésico local e assim as pálpebras são abertas com um dispositivo chamado blefarostato, permitindo que se faça uma pequena incisão na frente do olho e através dela se remova o cristalino e se implante a lente artificial.

Como ter olhos saudáveis?

Muitas mudanças na visão são devido ao natural envelhecimento. A força acomodativa do olho (habilidade de focalizar objetos próximos), realmente inicia sua diminuição com a idade de 8 anos. O decréscimo, contudo é muito gradual e não usualmente percebido até ao redor dos 40 anos, quando aparece, então, a ”vista cansada” (presbiopia). A presbiopia é a dificuldade para ver de perto. O decréscimo da força de acomodação tem duas causas: 1) a lente natural do olho (cristalino) torna-se mais espessa e menos flexível com o tempo; 2) os músculos do olho tornam-se fadigados. O resultado é que inicia uma maior dificuldade para a lente natural de o olho mudar sua forma na tentativa de focalizar objetos as várias distâncias. Isto é diferente da miopia, ou vista curta, que é uma condição genética relacionada com a própria forma do olho. Na miopia o olho é alongado ao invés de esférico, e as imagens simplesmente não podem ser focalizadas propriamente na retina (isto é normalmente corrigido com óculos ou lentes de contato). Todos os olhos, até mesmo olhos míopes, perderão sua força de acomodação com o tempo. Com a idade de 70 a 80 anos, a força de acomodação do olho é virtualmente perdida e lentes para correção são quase sempre necessárias.

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